EU NÃO QUERIA FAZER UM SOFTWARE
Sou médico. Patrese. Ultrassonografia, principalmente.
Terminei a especialização, fui pra prática, comecei trabalhando, logo assumi algumas coordenações. E percebi uma coisa que ninguém me avisou na faculdade:
Metade do meu tempo virou "gerenciar planilha".
Coordenar a equipe. Calcular o repasse de cada médico. Conferir quem fez o quê. Lembrar de cobrar. Refazer a conta porque uma fórmula quebrou. Mandar print no WhatsApp pra explicar pro colega por que ele recebeu R$ 80 a menos esse mês. Repetir tudo no mês seguinte.
Eu virei contador da minha própria equipe. Sem querer ser contador.
E não era só comigo. Conversava com colegas coordenadores e era a mesma cena: planilha gigantesca, caderninho do lado, WhatsApp aberto, aplicativos limitados, e ninguém — ninguém — confiava no número final.
A INDÚSTRIA ESCOLHEU IGNORAR ISSO
Olhei o mercado de software médico. Tasy, MV, iClinic, Doctoralia.
Todos resolvem o problema do hospital. O problema do diretor de TI. O problema do departamento de compras.
Ninguém resolve o problema do médico que coordena uma equipe de 15 pessoas e precisa pagar todo mundo certo no dia 5.
Esse cara — eu, você que tá lendo — é invisível pra indústria. Pequeno demais pro ERP hospitalar de R$ 200 mil por ano. Grande demais pra agendinha de consultório de uma pessoa só. Os apps que tentaram entrar no meio nunca foram fundo: dão dashboard bonito e param ali.
Então a gente fica na planilha. Há 15 anos. Há 15 anos.
ENTÃO EU FIZ O QUE QUALQUER PESSOA FARIA EM 2026
Aprendi a programar com IA.
Não tô dizendo que virei dev. Sou médico. Continuo médico. Mas peguei minha planilha de repasse — aquela que eu odiava — e comecei a transformar ela em código. Linha por linha. Pergunta por pergunta pro Claude.
No começo era pra resolver MEU problema. Só meu.
Depois mostrei pra um amigo coordenador. Ele falou "manda pra mim". Mostrei pra outro. "Quero também". Mostrei o protótipo num grupo de WhatsApp. 40 médicos quiseram testar.
Aí caiu a ficha: isso não é projeto de fim de semana. Isso é negócio.
E percebi outra coisa que demorou pra digerir: o fato de eu ser médico não é fraqueza pra construir um software médico. É a vantagem.
Software house não consegue construir isso. Eles não sabem como dói quando o cálculo do repasse atrasa. Não sabem o que é olhar pra um colega no corredor sabendo que ele vai te perguntar do dinheiro. Não sabem que "transparência" pra equipe médica não é dashboard bonito — é confiança.
ISSO AQUI NÃO É SOFTWARE. É UM POSICIONAMENTO.
MedRepasse é o sistema operacional do médico coordenador.
Não é "mais uma plataforma". Não é "solução completa integrada". Não é "robusto e escalável".
É uma aposta:
Que o médico não precisa de TI pra ter controle.
Que a planilha morreu e ninguém avisou.
Que a indústria de software médico foi construída pro lado errado da mesa.
Tá tudo errado. E eu tô construindo o certo, em público, na frente de quem quiser ver.
O QUE ESPERAR DAQUI PRA FRENTE
Eu não tenho time de marketing. Não tenho rodada de Series A. Não tenho uma "missão corporativa" pendurada na parede.
Tenho um repositório. Tenho um Notion com tudo registrado. Tenho um calendário onde marco "construir MedRepasse" depois de cada plantão.
E tenho uma promessa simples pra quem entra junto agora:
Você vai ver como o produto evolui. O que tá funcionando. O que quebrou ontem. Por que decidi construir isso e não aquilo. Qual feature entra na próxima semana.
Porque o oposto de "como sempre foi" não é "como o Vale do Silício faz". O oposto é honestidade.
SE VOCÊ COORDENA UMA EQUIPE MÉDICA
Você tem duas opções.
Opção 1: continuar com a planilha. Reza pro arquivo não corromper. Reza pra ninguém perceber que o cálculo tá errado faz três meses. Reza pra equipe não desconfiar. Espero que dê certo.
Opção 2: trocar.
Não amanhã. Não "quando o produto estiver pronto". Hoje. Versão imperfeita, criada por um médico, em produção, com bugs que eu corrijo na mesma semana porque eu uso nas equipes que coordeno.
Não tô vendendo perfeição. Tô vendendo o fim do caos.
SEU REPASSE, SEM MISTÉRIO.
Essa é a tagline. Mas é também o trato.
Sem mistério no cálculo. Sem mistério na regra. Sem mistério em quem tá construindo (sou eu, oi).
Se isso te chama, o link tá ali em cima.
Se não chama, beleza. A planilha tá te esperando.
Patrese
médico · founder · construtor
medrepasse.com.br · maio 2026